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Nos
dias 19 e 20/07/10 se deu, no plenário da Câmara Municipal de Juiz de
Fora, uma Assembleia,
convocada pelo sindicato dos funcionários Públicos da PJF
(SINSERPU)
, na qual foi discutida a situação dos funcionários da urgência/Emergência
. Nessa ocasião foi levantado vários assuntos de interesse da categoria
e esclarecida várias dúvidas dos profissionais
da saúde do município .Nessa ocasião também foi feita a escolha dos
membros que irão votar na composição da próxima comissão que irá
discutir com a administração municipal o valor da gratificação da urgência/emergência.
Valor esse que foi modificado sem a aprovação dos interessados e dos
sindicatos envolvidos. Essa assembleia
foi gerada pelo descontentamento das categorias que são contra as medidas
de forte impacto social promovidas pela atual
administração da cidade. todos tiveram a oportunidade de expressar seus
pensamentos, adicionar suas sugestões, comentar os impactos e estresse
pelos quais estão passando e outros assuntos particulares. Aproveitei a
oportunidade para expressar minha gratidão à equipe do plantão do dia
do acidente envolvendo um ônibus de turismo que capotou na BR 040 e onde
a maioria dos acidentados foram atendidos no HPS. Falei do orgulho que
tenho de ser Enfermeiro e poder trabalhar com tão valentes funcionários
, que são compromissados com o público e com a enfermagem. Falei da nota
de agradecimento que a Direção do Hospital , gerou, após o episódio e
que àquela nota era o que faltava para enfatizar de vez a importância
que temos dentro do setor de urgência/emergência do município.
Aproveitei também aquele momento que me fez lembrar de uma fala
pronunciada por Castro Alves lá pelos anos de 1800... que dizia "
A rua é do povo como o céu é do condor"
enfatizando que mesmo durante a opressão devemos manter o espírito
democrático a que temos direito tomando as ruas e mostrando para a população
a nossa indignação. Foram aprovadas nota de esclarecimento nos jornais
do município e panfretagem à população juizforana. Estamos sim
exercendo o nosso direito a indignarmos, de sermos ouvidos e valorizados.
Essa deve ser a vitória da democracia em sua plenitude.
Paulo
Gomes de Oliveira
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